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Nota de recesso
RECESSO - Horários de funcionamento do NDH em dezembro e janeiro
Em 14/12/2017 às 17:38

Atenção para os dias e horários de funcionamento do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos no final de 2017 e início de 2018:

 

 

  • 21 de dezembro de 2017 a 08 de janeiro de 2018 – recesso
  • 09 a 31 de janeiro  de 2018 – apenas atividades internas, sem atendimento ao público.
  • A partir de 1º de fevereiro – atendimento normal

Atenciosamente,

Equipe NDH

Nota Marabá
NOTA DO NDH – ACAMPAMENTO HUGO CHAVEZ (MARABÁ-PA)
Em 13/12/2017 às 13:26

É com grande preocupação que o Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos, da Universidade Federal de Goiás, acompanha os recentes fatos ocorridos no Acampamento Hugo Chávez, na zona rural de Marabá (PA).....clique para continuar

Seminário Integrador 2/2017
Seminário Integrador do PPGIDH
Em 17/11/2017 às 14:30

O Seminário Integrador do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos acontece nos dias  4 e 5 de dezembro com o tema Tecnologia no Trabalho Científico e Popularização das Ciências. Inscreva-se através do link https://bit.ly./inscricao-seminario-2017 e participe!

Seleção 2018
Edital de Seleção de Alunos Regulares no Mestrado em Direitos Humanos 2018/1
Em 06/11/2017 às 15:57

Saiu o edital para seleção de alunos regulares do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos para turma de 2018/1.

Para mais informações, clique aqui.

nota de repúdio
NOTA DE REPÚDIO - Caso Mayara
Em 02/08/2017 às 16:06

NOTA DE REPÚDIO

 

Núcleo de Estudos e Pesquisas em Direitos Humanos - NDH - UFG

Núcleo de Estudos sobre Criminalidade e Violência- NECRIVI - UFG

 Núcleo de Estudos sobre o Trabalho – NEST - UFG

Observatório Goiano de DH – OGDH

Ser-Tão – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade UFG

 

O brutal assassinato da jovem musicista Mayara Amaral, graduada na UFMS e mestra em música pela UFG, professora e arte educadora, choca tanto por sua crueldade, quanto por seus desdobramentos. Mayara foi espancada, violada sexualmente, assassinada a marteladas e carbonizada, após ter sido atraída por um homem, também musicista, a quem Mayara conhecia e em quem confiava. Não bastasse a hediondez do crime, o tratamento dado pela imprensa foi também impiedoso. A especulação criada em torno da relação entre a vítima e seu algoz e, também, a voz dada aos assassinos (tudo indica que em número de três homens) que pintaram uma cena de modo a tornar a vítima cúmplice da barbaridade que lhe tirou a vida, suscitam algumas questões em um Brasil que mata 13 mulheres por dia, de acordo com dados do Mapa da Violência. O inquérito policial aponta para latrocínio, crime contra o patrimônio que, por ser agravado pelo resultado morte e considerado hediondo, prevê pena mínima de 20 anos. Há um lado de nós que, a despeito de questões outras, quer ver os assassinos exemplarmente punidos e essa pode ser uma estratégia. Mas há um outro lado que extrapola as questões práticas e que coloca em evidência o quanto o feminicídio – homicídio de uma mulher praticado contra ela pelo fato de ser mulher – é desprestigiado sob o ponto de vista da punição em relação ao latrocínio, crime contra o patrimônio com resultado morte. E, ainda, o quanto no Brasil, país machista, patriarcal que subjuga mulheres nas esferas pública e privada, é ainda difícil caracterizar o feminicídio , embora, como dito, sejam assassinadas 13 mulheres por dia. Por último, o quanto a imprensa é leviana, ao ponto de, mesmo diante de uma morte em que há requintes de crueldade e impiedade ocupar-se em suscitar temas relativos ao comportamento sexual da vítima.

A musicalidade com a qual Mayara encantava aos que a conheciam está em silêncio, mas não podem ficar em silêncio aqueles que repudiam a violência contra mulheres, seja física ou escrita, material ou simbólica e, por isso, assinamos essa nota de repúdio.